* Formação Validada para 25H (12h presenciais + 13h Trabalho Individual) ler mais
Falar de globalização é hoje um lugar comum. Reduzir as políticas educativas dos Estados nacionais a processos transnacionais, a processos de europeização corporizados na agenda globalmente estruturada para a educação, porventura subsidiária da nova gestão pública tem, pelo menos aparentemente, levado à integração funcional da educação nas estratégias da economia e das agendas avaliativas.
Entretanto, outros desafios parecem impor-se nos tempos mais recentes, à educação e à escola pública, mercê, também, de novas crises, não apenas de natureza conjuntural mas também de raiz estrutural, que vão afectando os Estados e as sociedades, com impactos nem sempre previsíveis, clamando alguns, face a esta situação, pela necessidade de reconfigurar a escola, tornando-a, através da assunção de outros sentidos, verdadeiramente pública.
Reflectir sobre conceitos como autonomia e participação, num quadro que parece configurar a (des)politização da escola pública a pretexto da racionalização e da modernização da educação constitui, pois, um imperativo de cidadania crítica.